Minha paixão por fazer colagem surgiu em 2020. Trancada em casa, sem nada para fazer, preocupada com a pandemia, eu senti a necessidade de expressar o que eu estava sentindo de forma diferente, explorar uma técnica nova para mim. Então, descobri que amo esse meio: a materialidade do papel, o processo de caçar fragmentos em revistas antigas, amo reaproveitar e ressignificar imagens. Há uma grande sensação de realização quando um projeto é finalizado, devido à paciência que o processo analógico demanda.
Além disso, vejo a colagem como uma atividade muito análoga à vida. Nós todos colecionamos pequenos pedaços de significado, e então os juntamos, sobrepondo uns aos outros, arranjando e rearranjando até chegar num resultado que expressa algo que queremos dizer. Assim geramos algo cujo significado é maior do que a soma de suas partes.