Eu sempre fui extremamente fascinada pela imagem. Aos cinco anos de idade já queria ajudar meus pais a tirar fotos, e toda vez que um novo rolo era revelado era uma grande emoção. Na adolescência ganhei uma pequena câmera digital Cybershot e com ela tirei milhares e milhares de fotos. Fotografei a fantástica luz dentro das sombras de líquidos, o brilho iridescente de um CD, reflexos de poças, ângulos estranhos de gotas de chuva em folhas, e muitas fotos bem de pertinho dos meus olhos.
Na faculdade fiz um intercâmbio para o Japão, uma das experiências mais marcantes da minha vida até agora. Naqueles 147 dias, eu tirei cerca de 15 mil fotos/vídeos (contando câmera e celular). Embora seja ótimo ter memórias tão detalhadas daquele período, a quantidade de arquivos gerada ao fotografar dessa forma começou a me estressar bastante. Então, em 2020, redescobri a fotografia analógica! E me apaixonei profundamente por como ela te faz pensar mais em cada foto, desacelerar e realmente apreciar o momento.
Desde então, além de fotografar digitalmente (quando é o mais adequado para o projeto), estou sempre tirando minhas amadas fotos analógicas, usando algumas técnicas experimentais e buscando aprender cada vez mais sobre esse meio.